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28 abril 2016

Protestos do MTST pró Dilma interrompem rodovias e avenidas em São Paulo

Grupos ligados ao MTST (Movimento de Trabalhadores Sem Teto) fazem protestos em vários pontos da capital, na manhã desta quinta-feira (28). Além de protestar por moradias, manifestantes também se posicionam contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e um eventual governo Temer, gritando palavras de ordem contra o vice-presidente e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Os protestos são semelhantes, com manifestantes segurando faixas e ateando fogo em pneus nas vias para impedir o tráfego de veículos. Por volta das 7h, ao menos as rodovias Régis Bittencourt e Raposo Tavares estavam bloqueadas. Também há bloqueios na avenida Giovanni Gronchi, na região do Morumbi, e na marginal Tietê.
Fonte: "Folha de S.Paulo", 28-04-2916

27 abril 2016

Brasil na encruzilhada do destino: Família Imperial Brasileira quer usar clima de divisão do país para restaurar monarquia

        Dom Bertrand de Orléans e Bragança na avenida Paulista no dia da votação do impeachment   
Fonte: jornal "Folha de S.Paulo" -- Rodrigo Vizeu (Editor-Assistente da seção "Poder")
     Vai achando que é só plebeu que protesta em Copacabana e na Paulista.... Entre a fauna que ganha visibilidade nas manifestações contra Dilma Rousseff, talvez já tenham chamado a atenção do leitor esporádicas bandeiras do Brasil imperial –na qual o globo azul é substituído por brasão e coroa. Portando os estandartes estão os monarquistas brasileiros, que querem aproveitar o clima de uma pátria desunida para propor uma solução que olha para trás: por que não aproveitar para restabelecer o regime deposto por republicanos há 127 anos?
    O monarquismo brasileiro tem à frente os descendentes de dom Pedro 2º, imperador morto no exílio. Sua voz mais ativa hoje é dom Bertrand de Orléans e Bragança, 75, trineto de dom Pedro e segundo na hipotética linha sucessória do trono nacional. Chamado de alteza por assessores, Bertrand toca o movimento devido à saúde debilitada do irmão mais velho, Luiz, 77.  O príncipe nasceu na França –da qual guarda discreto sotaque– e já estreou nos atos de rua, sendo parado para selfies por súditos em potencial. Embora propague o caráter suprapartidário que deve ter o monarca de um renascido império, Bertrand concentra suas críticas no PT, que vê como artífice de um plano para impor o socialismo ao país.
    "Nossa bandeira é verde e amarela e jamais será vermelha", repete incessantemente o príncipe em discursos e pronunciamentos pela internet. Do alto de um carro de som, repudiou "os que têm como intenção implantar na nossa pátria o que fracassou do outro lado da cortina de ferro". Em conversa com a Folha em janeiro, o possível chefe do Poder Moderador disse apoiar os atos de rua, mas distingue "movimentos agitadores pagos, como MST" do "Brasil autêntico, que trabalha e dá certo".
SOLUÇÃO REAL
    É na insatisfação atual que o príncipe vê margem para atrair adeptos à ideia de recolocar os Orléans e Bragança na chefia do Estado. Ele diz que há cada vez mais interessados na causa, promovida on-line e nos protestos, com panfletos que destacam as virtudes da restauração. 
    Ele compara a tensão de eleições presidenciais a uma briga em família, na qual os filhos –no paralelo, os cidadãos– "perdem aquele respeito que têm em relação aos pais" (os políticos). "Ao passo que a monarquia garante unidade, estabilidade e continuidade", explica. "O Brasil está com saudade de um regime que faça à nação o que uma nação deve ser: uma grande família com destino comum a realizar." "Quando brasileiros bradam 'Quero meu Brasil de volta', bradam 'Eu quero o Brasil do Cristo Redentor e de Nossa Senhora Aparecida'", resume.A retórica religiosa –presente, diga-se, desde os imperadores e a princesa Isabel– perpassa o discurso da família, que ainda hoje prepara seus descendentes para reocupar o trono.
        
 QUE REI SOU EU?
Na prática, Bertrand propõe um regime "na linha do Segundo Reinado, mas atualizado de acordo com as circunstâncias". A tese de que deve ser um descendente dos imperadores do século 19 a portar a coroa rediviva não é consenso nem entre eles.
Dom João Henrique de Orléans e Bragança, 61, de outro ramo da família, diz que ninguém pode impor isso ao país. Ele, que tem uma pousada em Paraty e é habitué dos protestos da orla carioca, diz ser, mais do que monarquista, parlamentarista. Mas argumenta que o sistema funcionaria melhor com um rei, mais neutro como chefe de Estado do que um presidente.
Apesar de não fazer questão que um dos seus reine, João ressalta: "As famílias reais são educadas desde pequenas com princípios que dizem respeito ao Brasil, às instituições, à democracia, e isso tem um peso público enorme. Ninguém de nós teve funções político-partidárias".  Agora, dá mesmo para sonhar com um retorno do rei –já rejeitado em plebiscito em 1993, quando a monarquia só teve 10% dos votos? 
Mais uma vez, Bertrand busca inspiração no passado. Conta que no fim da União Soviética eram comuns cartazes dos czares e a bandeira imperial entre a multidão. O regime não foi substituído pela volta dos Romanov, mas o príncipe ainda gosta do paralelo. "Os brasileiros começam a se perguntar: 'Valeu a pena a República?".
             
Dom João de Orléans e Braganca nos protestos contra o governo do dia 16 de agosto   

25 abril 2016

Espelho, espelho meu - Por: Emerson Monteiro


Em que espelho ficou perdida a minha face? Cecília Meireles

Narciso andava assim meio de bobeira, quando lá um dia resolveu abismar as águas calmas de lago perdido naquelas florestas rochosas da Grécia Antiga, pátria dos deuses do Olimpo.

Ele fora seguido e cobiçado pela ninfa Eco, que vivia lhe contemplando às escondidas o porte perfeito, até que Hera resolveu punir tal ousadia e virar repetição todo som que ela falasse dali em diante. Quando Narciso nisso percebeu ter beleza apreciável, também quis corresponder aos desejos da ninfa, e ao buscá-la jamais conseguiu dela se aproximar; achegou até a beira da água de um lago, indo contemplar a própria e irresistível formosura, caindo nos encantos pessoais e por si mesmo se apaixonando.

De tanto buscar a realidade refletida no inverso da imagem do espelho nas águas, acabou morrendo ali submerso, afogado na ambição de si, e por si se perdendo.

Eco, escondida nas matas, ao testemunhar a extinção do amado, extremo dos desesperos emite pela derradeira vez a voz que virava som repetido nas distâncias, e ganha para sempre a forma de um rochedo à beira do lago onde Narciso sumira, este agora transformado em bela flor.

Dizem os sábios que o alter ego, o outro de nós que procuramos ao logo dos dias, invés de fora, ele habita dentro de nós, nas curvas do ser mais íntimo misterioso. Por maior que exista desejo de encontrar a essência longe daqui da alma da gente, os objetos físicos são apenas o reflexo do egoísmo sem consistência das ilusões inúteis, das sombras.

Porquanto a tristeza de Narciso em preencher o vazio de algo que lhe atormentava, a ânsia de amar de verdade, fê-lo sucumbir à mera impotência dos sentidos, que embriagam e só desfazem a existência, uma espécie de mito da posse na sociedade do consumo, de prazeres fáceis, angústia e ambição, tais Narcisos presos aos laços da satisfação imediata, cegos às miragens de deserto infinito.

24 abril 2016

Rui Barbosa, esse desconhecido

Se a Monarquia é um sonho, República é um pesadelo...


    Essa foi a obra da República nos últimos anos –     RUI BARBOSA (*)

    "A falta de justiça, Senhores Senadores, é o grande mal de nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo o nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.
    A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta dos homens, os auxílios, os capitais.
    A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação. Insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
    De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto...
    Essa foi a obra da república nos últimos anos... No outro regime (monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais.
    Na república os tarados são os tarudos. Na república todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos hoje com as fórmulas e aparências, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando.
    Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoría de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente.
    E nessa destruição geral das nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruina da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem..."

(*) Trecho do discurso: 'Requerimento de Informações sobre o Caso do Satélite – II', no Senado Federal. Obras Completas – Vol. XLI – 1914 – Tomo III – pp. 86/87. Rui Barbosa foi um político, diplomata, advogado e jurista brasileiro. Representou o Brasil na Conferência de Haia. Membro e fundador da Academia Brasileira de Letras foi seu presidente entre 1908 e 1919.

(Pesquisa e postagem: Armando Lopes Rafael)

Diocese de Crato ganha 19 novos Diáconos Permanentes (por Patrícia Mirelly)

Os ritos litúrgicos, mediante os quais foram ordenados os dezenove candidatos, da Diocese de Crato, ao Diaconado Permanente, foi presidido pelo Bispo Diocesano, Dom Fernando Panico, em solene celebração realizada na manhã deste sábado, dia 23 de abril, na Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato.  A ordenação contou com a presença de padres, diáconos e centenas de fiéis.
Dentre os dezenove eleitos, um é filho de Diácono permanente. Outros dois também mantém laços de sangue, sendo pai e filho. Havia, ainda, sogro e genro. Essa “providência de dons”, deixou o Bispo jubiloso: “Permitam-me ressaltar como Deus é grande, como Deus faz maravilhas na vida do seu povo e nos surpreende nos Seus dons. É um lembrete, é um incentivo. Ele está se servindo deste momento de graça para suscitar vocações entre vocês, nas nossas famílias, para o sacramento da ordem, nos seus diversos graus”, afirmou Dom Fernando, que falou deste momento como uma hora “cheia de beleza e encanto, de gratidão e de empenho missionário na nossa Diocese”. “Recebam o meu abraço de boas vindas e sintam-se em casa”, disse ele.    
Na homilia, dirigindo-se, de modo especial, aos futuros diáconos, afirmou que estes são chamados a “apontar o crucificado” e a proclamar: Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai. É contemplando Cristo, disse o Bispo, que aprendemos a servir, a amar e a dar a vida pelo outro, dando os passos necessários à vida eterna, para que os outros alcancem essa vida em plenitude. Às esposas dos candidatos ao ministério, exortou a manifestar, na vivência cotidiana do lar, toda alegria do amor que brota do sacramento matrimonial, que fortalece a busca da santidade. “Vocês, queridas irmãs, não serão ordenadas, mas serão, sim, convidadas a participar, intimamente, do diaconato permanente de seus esposos. Com eles, descubram a beleza de servir a Igreja na alegria do amor. Também os filhos e familiares devem ser pessoas que mostram o caminho da santidade”. Ao povo, Dom Fernando pediu que, pelas mãos de Nossa Senhora, sejam apresentadas preces para uma frutuosa missão.

23 abril 2016

Enquanto botamos a culpa só nos outros - Por: Emerson Monteiro

E nós o que estamos fazendo de tão diferente que nos dê elementos a indicar nos demais as dependências que ainda regem esse mundo? O que de melhor temos a oferecer, que esperamos um dia poder fazê-lo e transformar o quadro de miséria que invade países, toma os noticiários e fabricam armas sofisticadas para eliminar os irmãos? Que novos equipamentos inventamos que refaçam as esperanças de tantos perdidos na escuridão do desespero? (Aguenta mais um pouco?) Quais medidas drásticas já aplicamos ao nosso ritual de acomodações e vícios que transmitam confiança e justiça diante dos métodos até então levados à prática? Que exemplos de sinceridade no trato da coisa pública, das carências sociais e dos métodos de respeito mútuo, que não gerem descompasso e cobrança no decorrer da história, seremos os autores? O sal na sua intensidade, que tem tanto sabor e com que iremos salgar o gosto de profundas revisões nos costumes coletivos, aguarda a milênios nossa participação atual.

Nisso, enquanto apontamos o erro nos olhos dos outros, a trava encobre nossa autocrítica de rever os conceitos, trabalhar valores dignos e somar as partes do grande universo na expectativa de solução. Guardamos dons e talentos só na intenção da festa maior do dia da vitória, invés de agir hoje no patamar das próprias pernas, arautos da verdade e senhores da razão de agá.

A comunidade apresenta exata a nossa cara... Resulta dos bilhões que somos a humanidade espalhada entre solidão e guerras, rebanhos afeitos ao interesse particular e dos grupos exclusivos, largados nas vestes do egoísmo, infestados da ansiedade torpe do poder terreno. Abrir mão dos desejos individuais, nisto nem pensar.

Quando, pois, quisermos revidar os erros dos que nós mesmos pomos no poder, merece avaliar o quanto de responsabilidade precisa que assumamos e tratemos disso logo agora, na disposição de recriar as expectativas deixadas pelos fracassos e perdas. Homem algum é uma ilha, dissera John Donne, poeta inglês. Chega de omissão e fuga da realidade real, nos gestos e fraquezas. Se há que mudar o mundo, comecemos de nós mesmos, então. Unicamente desse jeito de mudar a nossa cara, veremos caras novas a seguir conosco nesta jornada infinita das estrelas.

Fato curioso do terremoto no Equador: tudo destruído em volta da Imagem da Virgem Maria que permaneceu intacta

Fonte: Gaudium Press – 23-04-2016

Irmã Patrícia Esperança, que pertence à comunidade das Oblatas de São Francisco de Sales em Guayaquil, informou à ACI que da escola administrada pela congregação, depois do tremor de terra, restaram apenas escombros. 

As religiosas ainda estão surpreendidas pelo que aconteceu: em meio a toda a destruição causada, tendo tudo desabado em seu redor, uma urna de vidro com a imagem de Nossa Senhora da Luz permaneceu intacta depois do terremoto ocorrido no sábado, 16 de abril, no Equador e que alcançou a marca de 7,8 graus.

A urna da Virgem Maria, padroeira das Oblatas, não sofreu nenhum dano, apesar de a escola ficar totalmente destruída. A foto aqui publicada circula pelas Redes Sociais e mostra, totalmente destruída, a unidade educativa Leonice Aviat, da Paróquia de Tarqui em Manta. 

Ela está localizada na zona costeira do Equador, exatamente num dos locais mais afetados pelo sismo. A imagem de Nossa Senhora da Luz que ai está: passou ilesa pelo tremor de terra.
             

Crônica do fim-de-semana: O aniversário da Rainha (por Armando Lopes Rafael)

Celebrou-se, na última 5ª feira, 21 de abril, o 90º aniversário da Rainha Elizabeth II. Em nossa época tão pobre de símbolos, a monarquia é um alento para as almas elevadas e nos faz recordar de outros tempos e…, por assim dizer, ter “saudades do futuro”. Ou seja, de épocas melhores… Em homenagem à Soberana do Reino Unido, segue comentário escrito pelo  Sr. Heitor-Serdieu Buchaul:

“Dignidade! É a palavra que melhor sintetiza esta foto da Rainha Elizabeth II com seus bisnetos por ocasião das comemorações de seu nonagésimo aniversário! Mesmo sabendo que ela é uma Rainha protestante de um País liberal, o que está representado nesta foto não é nem o protestantismo nem o liberalismo, mas os restos da Civilização Cristã, austera, hierárquica e sacral, anti-liberal e anti-igualitária! E este fato já é o suficiente para que uma alma católica, conservadora e tradicional admire e queira conservar esta família em seu poder e dignidade!”

E agora escrevo eu:
Imaginar que o Brasil poderia ainda viver numa monarquia, como a Inglaterra! Comparar a dignidade que havia no Brasil Imperial com o descalabro e caos desta  República de hoje. Bem lembrou dom Luiz de Orleans e Bragança, atual herdeito do Trono e Chefe da Casa Imperial Brasileira:
“Mais de cem anos já se passaram, e os contrastes entre o Brasil atual e o Brasil-Império só têm crescido. No tempo do Império havia estabilidade política, administrativa e econômica; havia honestidade e seriedade em todos os órgãos da administração pública e em todas as camadas da população, havia credibilidade do País no exterior. Havia dignidade, havia segurança, havia fartura, havia harmonia”.
(Postado por Armando Lopes Rafael)
                                                                                                        Brasão Oficial do Brasil Império

22 abril 2016

Bendita a luz que alumia - Por: Emerson Monteiro

Veja o lado bom em tudo, que isto por si já traz força suficiente a crescer, a despertar; nada de revolta, pessimismo ou desengano. Tudo está em nós. Pratique o que aprender na vida. É livre, cheia de sonhos, se alegre, e verá nascer um mundo diferente, novo e próspero.

Junte essas palavras e anote um projeto de vida. Tudo é diferente quando a gente muda para melhor no sentido da aceitação das oportunidades quais instrumentos da transformação abençoada que os caminhos da existência oferecem.

Veja do outro jeito, do jeito certo, de quem tem fé, a força maior da gente, comparável o amor de Deus por nós.

Mesmo assim teria de aguardar um tempo, não é desse jeito que funciona? Agora irá à busca. Há sempre uma alternativa quando se está vivo, com saúde, jovem, livre dos pesos antigos, idealista, sempre positivo...

E quero ver os frutos das conversas. Nada de contrariedade. Desenvolver diante da vida os anticorpos aos desafios e provas. Cada um de nós tem as suas energias suficientes a vencer as intempéries. Às vezes maiores, às vezes menores, mas do tamanho que tem que ser.

Quando tem de acontecer, acontece. Vi que precisamos de novas chances de adquirir o conhecimento inevitável das jornadas terrenas, a ampliar a capacidade com que trabalhar os lenitivos. Tem que ter a força de trabalhar, o gosto de estudar, evoluir. Muitos precisam da gente do seu jeito e do jeito que somos.

Vamos deixar o barco seguir, e observar de onde vêm as avenidas do futuro. Agora é calma e repouso. Até começar outra vez.

Agora abraço de boa paz. Sucesso na vida. Um dia iremos comentar com alegria o quanto nos deu força vencer os desafios que se nos apresentaram.


Algumas notícias boas - Por: Emerson Monteiro

Há uma lua cheia no céu a iluminar a noite em meio aos sonhos de multidões inteiras trabalhando na busca definitiva de ser feliz. Pastos e animais adormecidos na roça da esperança, diante das certezas de que nascerá o Sol radiante de esplendor inigualável amanhã bem cedo. Crianças alegres no caminho da escola, cheias de energia que cresce dentro de seres recentes que pisam este mundo e alimentam o abraço amplo das mais plenas realizações de perfeição. Senhores dedicados aos filhos seguem ao trabalho no mesmo afã do primeiro dia, na disposição de construir a transformação desde o heroísmo anônimo que carregam no seio de si. Mães abençoadas e seus testemunhos de carinho infinito aos instrumentos da renovação da espécie, as pessoas que disso não têm a menor dúvida que ser amadas de pleno sentimento. Líderes que sinceros, honestos, dispostos à construção coletiva, desempenham o poder constituído na missão própria de elevar aos céus a fé de todo cidadão que lhes confia o direito de agir em prol de todos. Moços cheios de valor, que propiciam a união pelo bem da Humanidade inteira. Geração após geração, o progresso toma conta da história, desenvolvendo o espírito de solidariedade humana. Religiões fiéis aos princípios da dignidade, exercitando a virtude na prática do que ensinam em seus templos. Terra sem males, amor nos corações em festa, palavras justas e valiosos sacrários de bons procedimentos, tudo, afinal, neste mundo de meu Deus. Respeito entre as criaturas humanas. Casais amantes e persistentes nos domínios da paz das famílias. Luz nas mentes, força de espíritos de querer absoluto daquilo que é bom. Vontade limpa do desejar apenas o que lhe pertence, longe de ambicionar ou tomar o que pertence aos cidadãos, na faina intensa do viver coerente aos melhores princípios revelados pelos séculos das civilizações. Eis, por isso, o aprendizado correto do que de há muito aguardam os povos em tudo quanto é país do belo Planeta em que habitamos.

21 abril 2016

Para Você Refletir ! -Por Maria Otilia

As relações humanas de um modo geral são marcadas pela existência do poder. Algumas pessoas tem a essência do poder quase que inato, baseada no espírito de liderança. Outros tem o domínio do poder apenas para demonstrar que vale a lei do mais forte.Estas pessoas não fazem bom uso do poder gerando assim a dominação, medo, ameaça, não levando em conta os interesses coletivos.
A Parábola do Aquário traz para todos nós uma reflexão de como estamos agindo como gestores públicos, representantes de ongs, chefes de família, líderes de igrejas, sindicais,etc
.PARÁBOLA DO AQUÁRIO

Era uma vez um aquário; onde viviam peixes grandes, médios e pequenos. Ali imperava a lei do mais forte. Os alimentos atirados pelo criador eram disputados. Primeiro comiam os maiores. O que sobrava destes, era devorado pelos médios. E o que sobrava dos médios era disputado pelos pequenos. Na falta de outro alimento, os grandes devoravam os médios, estes por sua vez, devoravam os pequenos.

Ora, havia um peixinho muito pequenino, que morava no fundo do aquário, onde estava a salvo da fome e da gula dos demais. Ali naquelas profundezas poucas vezes caía algum alimento. Mas o peixinho, ao invés de maldizer a sorte, enganava a fome distraindo-se a contemplar os desenhos dos azulejos, as plantinhas, a areia branca e as pedrinhas brilhantes que enfrentavam o fundo do aquário.
Um belo dia, o peixinho descobriu um ralo, por onde saía a água do aquário. Admirado exclamou: - Ué! Então este aquário não é tudo? Existe outro lugar onde se pode viver?
Para onde irá essa água que não pára de escorrer?
E o peixinho, curioso, tentou passar pelo ralo. Como os vãos fossem muitos estreitos, ele se dispôs a fazer sacrifício e emagrecer até poder passar para o outro lado.
E foi assim que, dias mais tarde, bem mais magro e ainda assim perdendo algumas escamas na travessia, ele conseguiu seu tento. E foi assim que ele conheceu, pela primeira vez na vida, o que era água corrente. Uma delícia! Uma maravilha! O peixinho ia pulando feliz pelo rego d'água deslumbrado com tudo isso. E o rego d'água levou o peixinho até uma enxurrada...
Na enxurrada, mais água ainda. E correnteza mais forte. Nem era preciso nadar. Bastava soltar o corpo! Maravilha! Quantos peixinhos! Quantos barquinhos de papel! E o sol??? Que coisa linda! E aqueles bobos, lá no aquário, pensando que aquilo fosse tudo, aquela água suja e parada. Coitados!!! E a enxurrada levou o peixinho a um riacho.
O peixinho nunca pudera imaginar tanta água junta. Nunca vira tantas crianças nadando. Nunca vira mulheres lavando roupa e cantando. Nunca vira tantas plantas, tantas flores, tanta beleza junta! E julgou que estivesse delirando. Quanta comida, quanta água, quanto lugar onde viver em paz, quanta felicidade para todos! Ah! Aqueles pobres diabos lá no aquário... Se vissem tudo isso!!! E o riacho levou o peixinho até o rio.
Não? Não é possível isto não existe! Olha quanta água! Parece não ter fim. Quanta comida! Quanto sol, quanta luz, quanta beleza! E foi assim, extasiado, maravilhado, deslumbrado, quase não acreditando em seus próprios olhos, que o peixinho, levado pelo grande rio, chegou, enfim, ao mar.
Ali, diante daquele infinito de águas, de alimentos, de luz, de cores, de plantas de um mundo de coisas maravilhosas, diante daquela majestade toda, o peixinho chorou. Chorou comovido, agradecido, porque a alegria era tanta que não cabia dentro de si. E chorou, sobretudo, de pena de seus companheiros que haviam ficado no aquário, naquelas águas poluídas, escuras, paradas, estragadas, espremidos, pensando viver no melhor dos mundos. E o peixinho, então, resolveu voltar e contar uma boa nova a todos.
E o peixinho voltou. Do mar para o rio (com sacrifício, porque agora a viagem era contra a correnteza) ele nadou para o riacho, para a enxurrada e da enxurrada para o rego d'água e do rego d'água pra o fundo do aquário. E atravessou o ralo de volta...
Desse dia em diante, começou a circular pelo aquário um boato de que havia um peixinho contando coisas mirabolantes, falando de um lugar muito melhor para viver, um lugar de paz e amor, um lugar de fartura infinita, onde ninguém precisa fazer sacrifício, nem devorar uns aos outros. E todos acorreram ao fundo do aquário, para saber da novidade. Os grandes, os médios, os pequenos, todos queriam saber o que era preciso fazer para chegar a esse mundo maravilhoso...
E o peixinho, mostrando-lhes o ralo, explicou que, para chegar a este mundo, era preciso algum sacrifício, pois a passagem era realmente estreita. Segundo o tamanho, uns teriam de sacrificar-se mais, outros menos. E os peixes pequenos passariam a seguir o peixinho, enquanto os médios e os grandes consideravam-no maluco, um visionário. Onde já se viu? Impossível passar por aquele vãozinho tão estreito! Só louco mesmo!!
E a história do peixinho se alastrou. De tal maneira, modificou a vida do aquário e perturbou o sossego dos peixes grandes e médios, que estes acabaram por matar o peixinho para acabar com aquelas besteiras.
Mas o peixinho não morreu. Continuou vivendo, pois sua mensagem, imortal, passava de geração a geração...
Até hoje a história do peixinho é lembrada no aquário. Até hoje há os que crêem. E até hoje há os que podem passar pelo ralo e os que jamais conseguiram fazê-lo porque quanto maior e mais poderoso, tanto maior será o sacrifício exigido, É por isso que está escrito:
"EM VERDADE, EM VERDADE VOS DIGO: É MAIS FÁCIL UM CAMELO PASSAR PELO FUNDO DE UMA AGULHA, DO QUE OS RICOS ENTRAREM NO REINO DE DEUS".
autor desconhecido..

Coração de pedra - Por: Emerson Monteiro


Ontem à noite, por ocasião do lançamento do sexto livro do escritor caririense Geraldo Ananias Pinheiro (Difícil regresso) no Instituto Cultural do Cariri, em Crato, me avistei com o professor Idalécio de Freitas, do Geopark Araripe. Dentre os assuntos que tratamos, veio à tona que mantivera contato com um estudioso do Sudeste, e mostrara pedra fóssil que despertou a atenção do cientista. Daí, este veio a examiná-la através de tomográfica computadorizada, a fim de conhecer o interior da peça. Resultado, chegou a identificar partes internas de um peixe fóssil, com isso desvendando mistérios até então encobertos à ciência, por exemplo, existência de cinco valvas naquela espécime examinada.

Com base nas imagens, a reconstrução do coração do peixe mostrou a presença de cinco valvas no chamado cone arterioso, de onde o sangue é bombeado do órgão para o resto do corpo. É uma característica intermediária entre os parentes modernos do animal, que não possuem tais valvas, e peixes mais primitivos vivos hoje, que possuem nove valvas. Ou seja, por estranho que pareça, no caso dos peixes a evolução produziu corações mais simples, e não mais complexos. (http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2016/04/1763272-cientistas-brasileiros-acham-o-primeiro-coracao-fossilizado.shtml).

E logo cedo, hoje, dia seguinte, ao abrir o site da UOL, me deparei com a notícia estampada ao mundo inteiro dessa descoberta inédita, procedente da Chapada do Araripe (Pesquisadores brasileiros acham o primeiro coração fossilizado, numa matéria de Reinaldo José Lopes para a Folha de S. Paulo).

A equipe de pesquisadores recorreu a equipamento sofisticado, na cidade de Campinas SP, por meio de raios X altamente energéticos produzidos pelo LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncroton), que permitem a tomografia do fóssil usando nível de detalhamento muito superior ao dos melhores tomógrafos disponíveis na medicina.

As implicações da descoberta significam o avanço das pesquisas quanto ao bombeamento do sangue pelo coração, vista através da evolução das espécies desde então, há 115 milhões de anos, tendo por base esses tais levantamentos procedentes de material coletado na Chapada do Araripe, Ceará, que guarda registros geológicos do Período Cretáceo, quando existia mar nesse território hoje interiorano.

Cena cratense: diálogo entre um lulopetista e um transeunte na Praça Siqueira Campos

– Não vai ter golpe!
– Você acha que é golpe?
– Claro!
– E por quê?
– Estão rasgando a Constituição!
– Mas quem é responsável por decidir se a Constituição está sendo respeitada ou não? Não é o Supremo Tribunal Federal? E o Supremo não se pronunciou a pedido do Governo Dilma, por sinal estabelecendo qual o rito deve ser seguido para que o processo de impeachment seja constitucional?
- O Judiciário é todo corrupto...
- Ora, dos 11 ministros do Supremo, 8 foram indicados pelos Governos do PT.
– Mas Dilma foi legitimamente eleita por 54 milhões de votos...
– Sim, mas a Constituição só prevê impeachment de quem foi eleito, ora bolas... Agora se a eleição de Dilma foi legítima, ou não,  o TSE vai se pronunciar em setembro próximo. O impeachment foi pedido agora  por crime de responsabilidade...
– Mas Dilma não cometeu crime nenhum!
– Pois se cometeu, ou não, é o que está sendo discutido agora no Senado. Se Dilma não tiver cometido crime é isso que será julgado no dia 12 de maio.
- Mas o Congresso é todo corrupto...
- Muitos desses corruptos foram aliados dos governos do PT nos últimos 13 anos e estão contra o impeachment. Corrupto, ou não, é um Congresso que foi eleito pelas mesmas pessoas que elegeram Dilma. E ninguém põe em dúvida a legitimidade da eleição do Congresso...
– E o Cunha?
– O que tem o Cunha?
– É um bandido!
– Claro, deveria estar preso. Mas foi eleito democraticamente Presidente da Câmara conforme manda a lei... igualzinho a Dilma e Temmer.
- É um bandido comandando o Congresso Nacional!
- Não! É um bandido comandando a Câmara de Deputados. O bandido que comanda o Congresso é Renan Calheiros, tão "íntegro" (risos) quando o Cunha e que apoia a Dilma...
– O Cunha só aceitou o processo de impeachment por vingança, é um mal intencionado...
– Antes de ele aceitar este processo engavetou mais de trinta. Estava mal intencionando antes quando engavetou?
–  E assume o Temmer? O Temmer é um canalha, corrupto, golpista...
- Temmer é o vice-presidente! Foi (como é mesmo?) "legitimamente" eleito por 54 milhões de votos na mesma chapa da Dilma... A constituição diz que a Câmara aprova o processo e o Senado julga, enquanto o Supremo Tribunal Federal fiscaliza... Não é isso?
–Não vai ter golpe!!!

Estudantes de Coimbra querem cassar título de Doutor Honoris Causa concedido a Lula

Imagem: Reprodução
Em 2011, Lula foi a Portugal para receber seu 27º titulo de Doutor Honoris Causa, no caso uma homenagem da Universidade de Coimbra. Nesta quinta-feira, estudantes de Coimbra começaram campanha pública para cassar o título, sob a alegação de que Lula é burro e corrupto.

A bondade venceu o ódio – por Hélio Dias Vianna

A índole do brasileira é cordata. Não gostamos de encrenca nem de carranca. Muito menos de ser enganados.
     Tenho lido, um pouco por toda parte, críticas ao voto dos deputados pró-impeachment que no último domingo, 17 de abril, o fizeram em nome de Deus, da Pátria, da família e dos filhos, entre outras menções. Não morro de vergonha, antes pelo contrário, orgulho-me de dizer que, como brasileiro e como católico, estou do lado deles, embora saiba que muitos não são católicos, nem levam uma vida familiar consentânea com os sentimentos ali expressos. Mas estou com eles porque, com uma simplicidade e um modo de ser autenticamente brasileiros — não isentos em alguns de boa dose de caipirismo —, manifestaram com evocações familiares a preeminência destes valores sobre os demais, tendo sido esta uma das principais razões por que votavam, em consequência, pelo impedimento da presidente Dilma.
    No entanto, aqueles que os criticam não têm a mesma censura em relação aos vitupérios de muitos deputados contrários ao impeachment, inclusive os de um sacerdote e de algumas viragos que vomitaram ódio revolucionário de causar estupor. Houve quem evocasse os sanguinários Lamarca, Marighella e outros comunistas de análogo jaez, a causa da Reforma Agrária socialista e os agitadores Sem-Terra. Porém, com isso, sem o perceberem, eles assustaram não só a opinião pública, mas também os parlamentares que ainda pudessem estar indecisos naquele momento. Que contraste com as evocações religiosas e familiares dos deputados pró-impeachment!
    A índole do brasileira é cordata. Não gostamos de encrenca nem de carranca. Muito menos de ser enganados. Constituímos uma grande família, estabelecida num vasto território posto sob a égide do Cruzeiro do Sul e abençoado pelo Cristo Redentor. A irreligiosidade, a imoralidade, a mentira, a falta de cordura, o espírito de vingança, a ausência de amor à Pátria (cujos interesses foram substituídos pelos da ideologia do partido), o ódio entre classes e raças — tudo isso promovido durante 13 anos pela gestão petista —, refletiram-se em alguma medida nas fisionomias, nos gestos e nas palavras de certos parlamentares que defendiam o governo contra o pretenso “golpe”, levando ao resultado de 367 votos contra 137.
     Lembrados de todas essas coisas negativas contrárias aos nossos sentimentos, aos nossos costumes e às nossas tradições, os lulopetistas se esqueceram do principal: que somos um povo bondoso e temente a Deus, amante da ordem e da paz, e que apesar de estarmos dispostos a dar até a última gota do nosso sangue para que nossa bandeira jamais seja vermelha, queremos despedir a presidente não com o ódio de que somos objeto, não com ameaças tipo “exército de Stédile”, mas com uma fórmula bem brasileira — “tchau, querida” —, uma das poucas expressões limpas que encheu de significado um diálogo sórdido entre Lula e Dilma.

             

Polícia Federal investiga pagamentos ilícitos de empreiteira ao ex-presidente Lula


Laudo feito com base na quebra do sigilo fiscal da Andrade Gutierrez aponta pagamentos de R$ 3,6 milhões para o Instituto Lula entre 2011 e 2014. Documento será analisado por equipe da Lava-jato

Um laudo da Polícia Federal feito com base na quebra do sigilo fiscal da empreiteira Andrade Gutierrez destaca o pagamento de R$ 3,6 milhões para o Instituto Lula e a LILS Palestras, ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2011 e 2014. São valores que “transitaram” por uma conta chamada “overhead” trilhando mesmo percurso do dinheiro que abasteceu empresas investigadas por lavagem de dinheiro de propina alvo da Operação Lava-Jato, como firmas ligadas aos operadores financeiros Adir Assad, Fernando “Baiano” Soares, Mário Goes e Julio Gerin Camargo. “Foram identificados lançamentos contábeis indicativos de pagamentos e doações a empresas e instituições vinculadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no montante de R$ 3.607.347, entre os anos de 2011 e 2014”, registra o laudo 10/2016, da PF. “Cumpre destacar que, conforme subseção III.3.5, recursos destinados à LILS transitaram pela conta contábil ‘overhead’ e realizaram percurso similar ao de empresas que estão sendo investigadas no âmbito da Operação Lava-Jato pela prática de lavagem de capitais e/ou pelo recebimento dissimulado de recursos.”

O laudo é de 25 de fevereiro e foi elaborado pelos peritos criminais federais Daniel Paiva Scarparo, Audrey Jones de Souza e Ivan Roberto Ferreira Pinto. Anexado ontem, ao inquérito aberto para apurar envolvido da Andrade Gutierrez no esquema de cartel e corrupção na Petrobras, o documento servirá para a Lava-Jato cruzar dados documentais com as declarações dadas pelos executivos da empreiteira, no acordo de delação premiada. Os repasses a Lula foram incluídos no item “Pagamentos a ex-agentes públicos”. Em depoimento prestado nesta semana, na Justiça Federal, no Rio, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques Azevedo citou o nome do ex-presidente num pedido de apoio em contrato firmado na Venezuela. O executivo negou ter feito pagamento de propinas ao petista. Segundo ele, um porcentual de 1% de contratos foi cobrado por outros interlocutores do PT, entre eles o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. Por meio de sua defesa, Vaccari nega.

Delator 

O ex-diretor Internacional da Petrobras e delator da Lava-Jato Nestor Cerveró disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro ontem que o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) recebeu propina de US$ 6 milhões por meio do lobista Jorge Luz, apontado como um dos operadores de propinas na Petrobrás, referentes a um contrato de afretamento do navio-sonda Petrobrás 10.000. “(Jorge Luz) foi o operador que pagou os US$ 6 milhões da propina da sonda Petrobrás 10.000, foi o encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros”, disse o delator ao ser questionado pela defesa de Salim Schahin sobre a atuação de Jorge Luz em relação às propinas recebidas por Cerveró. A propina teria sido repassada na época da contratação do navio-sonda, em 2006. Renan nega e diz que já prestou esclarecimentos à Justiça. Cerveró disse ainda que foi pressionado pelo ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau a quitar uma dívida de campanha do PMDB, em 2006, de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões, antes de ficar responsável pelo direcionamento de um contrato para o Grupo Schahin para pagar outra dívida de campanhas do PT de R$ 50 milhões. “Existe uma pendência de R$ 50 milhões decorrente da campanha na qual vocês tem que liquidar essa pendência e nós podemos então tratar da Schahin como contratada da operação dessa segunda sonda”, afirmou Cerveró para Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava-Jato em primeiro grau.

O contrato era para operação do navio-sonda Vitória 10000, pelo valor de US$ 1,6 bilhão que foi dirigido para a Schahin como forma de quitar um empréstimo de R$ 12 milhões tomado no Banco Schahin pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, em outubro de 2004.

Fonte: Yahoo Notícias




18 abril 2016

Acertar o passo - Por: Emerson Monteiro

Nessa peleja de viver o tema principal jamais deixa de ser a grave pergunta: Estou no lugar certo, na hora certa e fazendo o que é certo? Quem nunca se deu em face de tal questionamento que erga o braço. Certeza certa ninguém ainda tem de quase nada. A largura desse chão que fale por si só. Nós, seus moradores, arrastamos os pés na busca incessante de tranquilidade, e por isso viver com felicidade. Acorda. Banha o rosto. Come. Saí na ânsia do dia e acha o que fazer, até regressa no fim do dia aos ninhos. Quantos procedem desse jeito e revolvem amarguras de passados pertos e distantes. Houvesse desejo insistente de aquietar o ânimo e deixar de lado essas filosofias de existência, no entanto ali do lado repousariam, feito cães de guarda os nossos negócios do dia seguinte.

Daí o plano diário de acertar passos no caminho certo. Qualquer profissão, ou nenhuma profissão, ou ofício, ou emprego, função, compromisso, viagem, larga a gente longe de nós próprios, pois somos o carreto dos ombros daqui aonde seguirmos. Essa tela mental persiste olhando dentro dos olhos da alma e impera mais que os vídeos e espelhos dagora pelo paraíso da eletrônica. Acertar com a estrada à nossa frente, eis o ponto crucial do trajeto das histórias humanas a todo século.

Quisesse aconselhar alguma orientação de oportunidade, acalmar o juízo das outras pessoas, talvez haja chance disso, contudo só cada criatura responderá aos impulsos que recebe. Ninguém muda ninguém, uma vez sermos donos absolutos de nossas intenções e ações, lágrimas e pensamentos, impulsos e aventuras, na face dos desertos dessa história perene de sobreviver a qualquer tempo no auge da sorte individual.

Nisso torna-se valioso sobremodo clarear o território em volta e cuidar de agir com seriedade, dignidade consigo mesmo, ser fiel ao destino em nossas mãos. Abandonar meras ilusões de encher o vazio através das facilidades que dá o instinto de encher o mundo. Impor nossos créditos naquilo que nos compete, e amar muito, inclusive a nós e ao próximo, sem esquecer um minuto que seja da existência do Altíssimo Senhor do Universo, autor de tudo e Pai.

17 abril 2016

Recado a um amigo - Por: Emerson Monteiro

Tiago, Só agora li o livro que tu me mandaste através de Ana Ruth em julho do ano passado, Letra e música, de Ruy Castro, na bem cuidada edição da Cosaknaify. Qual dissera, são belas crônicas publicadas na impressa brasileira pelo exímio biógrafo de marcantes personagens recentes do País, um verdadeiro mestre dessa arte. Dos feitos de Ruy Castro no livro, preserva os mínimos detalhes da epopeia da bossa-nova, deixando gravado em mais esse trabalho o valor do estilo que marcou a música do mundo inteiro, entre as décadas de 50 e 60, continuando vivo perante todos os outros ritmos.

O livro traz de volta os sonhos de criarmos a civilização em nossas terras, que movimenta nossos pares, escrito com a qualidade do escritor jornalista que se engajara na geração que produziu dentre outros feitos memoráveis O Pasquim, emblema libertário de época por demais criativa desse período.

Quase numa tirada, usufrui das riquezas guardadas nas crônicas em dois volumes, de caráter musical, o primeiro; e literário, o segundo, bem aos moldes da fase que testemunha.

Bom, mas vim aqui lhe transmitir o meu agradecimento pela boa lembrança, que se soma a tantas outras. E como necessitamos de manter acesa a flama de transformação que alimentamos. Sobreviver o bom gosto nas artes, nas letras e músicas. Tocar adiante nomes imortais, João Gilberto, Tom Jobim, Gal Costa, Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Carlos Lira, tantos, tantos mais, que vivem de novo a cada lembrança, a cada crônica. Revive aspectos vários da trajetória dos valores essenciais da cultura nacional, tão esquecidos no decorrer desse tempo.

Assim, nesta fala, seguem minhas notícias de quem acredita piamente nos dias renovados que crescem nos horizontes do Sol.

Abraço de Paz!

Dicas para o Crato de amanhã – por Pedro Esmeraldo

Estamos decepcionados pela fraca movimentação de alguns políticos do município do Crato. Notamos que a maioria deles permanece inerte, não se submete à necessidade do desenvolvimento cultural, econômico, social e moral.
    Tudo fica na estaca zero, não interagem com os anseios do povo. Parece que nada querem desenvolver neste município. Ficam na maré mansa, esperando que tudo venha por acaso. Há anos, Crato perdeu a estrutura da Faculdade Leão Sampaio por miopia da visão do futuro e displicência do administrador municipal do passado. Por isso, ficamos atoleimados, pois perdemos grande oportunidade de acelerar o crescimento educacional cratense.
    Agora, almejamos que os políticos de hoje, reparem o erro e busquem desenvolver a cidade, trazendo grandes melhoramentos, ou sejam, a criação de novas escolas universitárias, a ampliação e o melhoramento dos mercados populares, já que queremos melhorar e estimular o crescimento varejista do Crato.
Também é de grande aspiração lutar pelo crescimento da atividade turística, visto que temos um Sopé da Chapada do Araripe exuberante, com grandes possibilidades turísticas, se   fizermos a infraestrutura para tanto, favorecendo o desejo da população cratense que é avançar no que será a mola-mestra do expansionismo turístico no Cariri.
Nossos políticos andam afastados inteiramente das águas mansas, não complementam as suas ideias, não trazem sugestões para alavancar nossa potencialidade turística.
Às vezes, amarguram o fel e se deixam levar pelo domínio do vil metal. Não usam da sua consciência para assumir o barco que trará a liderança renovada deste município.
Mas esse comando, está difícil de encontrar alguém que queira arcar com o poder de domínio, visto que não temos mais pessoas que possuam coragem de enfrentar esse sacrifício, devido à falta de compreensão do povo que anda mal-acostumado, e induz o cidadão a entrar no rol dos corruptos políticos.
Não aparece ninguém que queira demostrar que o barco que surge no momento é desqualificado e poderá deixar o cidadão honesto à deriva. Tem medo de assumir o comando da desigualdade administrativa que leva o progresso totalmente para outra cidade, desprezando as demais comunas do cariri.
Não sabemos explicar porque esse desespero do eleitor cratense que tem medo de pensar nas próximas consequências, pois não favorecem a honestidade, devido as propinas desenfreadas que recebem de alguns políticos desonestos que é a coqueluche do Brasil atual. Isto é de estarrecer.
Desejamos estar atentos nas próximas eleições, devendo levar o pensamento ao caminho reto, ficando o cidadão tão pouco satisfeito com a caminhada reta dos políticos, sugerindo medidas ajustadas com a finalidade de enquadrar o Crato na medida proporcional que é o lado da igualdade e da prosperidade do crescimento econômico.
             

16 abril 2016

A tartaruga - Por: Emerson Monteiro

Certa manhã, quando Chuang Tzu pescava solitário nas águas de um rio profundo de sua terra natal, vieram procurá-lo dois serviçais do príncipe de Chu, a província em que habitava. Eles vinham cumprir as formalidades de propor ao sábio a incumbência de ser o administrador do tesouro da corte.

Silencioso, tranquilo, qual o leito daquele rio, o discípulo de Lao Tzu apenas ignorou a presença dos visitantes e seguiu concentrado no seu ofício, indiferente aos acontecimentos em volta.

Preocupados com o tratamento recebido, os funcionários reais insistiram e, de novo, mais veementes, transmitiram a proposta do soberano.

Nesse momento, reverencioso, Chuang Tzu cumprimentou os embaixadores em seguida considerou:

- Um dia chegou ao meu conhecimento existir na capital da província o casco de tartaruga sagrada, morta há mais de 300 anos. E que Sua Alteza o príncipe conserva essa relíquia debaixo de sete chaves, numa arca de ouro instalada sobre o altar mor do templo, costume já originário dos ancestrais.

Nisso, os dois funcionários balançaram a cabeça, na confirmação o que ouviam, enquanto aguardavam o desfecho das palavras do sábio.

- Pois bem, ouvindo esse convite do soberano destas terras, quero fazer aos senhores uma pergunta: Caso houvessem dado a essa tartaruga outra oportunidade, no lugar de ela morrer e virar instrumento de veneração, que pudesse continuar vivendo e arrastando o rabo no lodaçal dos pântanos, será que escolheria o sacrifício ao qual se viu submetida?    

Os emissários nem careceram de muita demora até responder quase a uma só voz:

- Asseguramos, sem duvidar, que, se pudesse, preferiria continuar vivendo e arrastando o rabo no lodaçal dos pântanos.

- Eu imagino também que desse modo escolheria – retrucou o mestre, acrescentando:

- Por isso, desejo aos senhores que retornem e transmitam ao Príncipe meus agradecimentos pelo honroso convite. Pois também pretendo seguir vivo e permanecer aqui em meu lugar, arrastando o rabo na lama escura destes sítios felizes onde moro!

15 abril 2016

Esse animal que pensa - Por: Emerson Monteiro

E que espera, age, sucumbe, levanta a cabeça, sofre, desespera, alimenta, cai, ergue os olhos aos céus e ama, ama muito nas novelas e no anonimato... Nós, esse animal que vive os dias e dias na fome de ser feliz; luta dos insanos combates com estranhos seres das entranhas deste mundo, que somos nós mesmos, que olha aflito o fluir constante das horas pelas chaminés dos destinos, sem adquirir, no entanto, a certeza definitiva de tudo. Observa as alternativas e corre o risco das léguas de desejo, na busca da fonte perene que sustente o sonho da verdade plena, da justiça e do perdão. Essa muitas vezes fera dos irmãos na luta pela poder do chão das almas. Formas e torrões do açúcar que escorrer de bocas sedentas da realização. Tropas e bandos na farra desembestada de posses, apegos vazios, objetos em decomposição; maltrapilhos senhores de inutilidades que traduzam ausências absolutas de convicções consistentes. Sombras essas que assustam as fronteiras da morte. Migalhas de saudades lançadas ao vento da angústia. Esses tais seres pensantes, nós.

Quais penas ao calor dos firmamentos, eles sobem escarpas e fogem nos becos das madrugadas, sem contar uma história real de progressos e realizações nos moldes limpos de paz e solidariedade. Ampliam os planos, mas largam de vez a convicção dos começos. Enganam, pois, a si mesmos invés de sustentar a firmeza e construir o mundo novo de que tanto fala. Gigantes prematuros, ainda poucos iluminados, que abaixam a cabeça aos instintos da sobrevivência do amor próprio insaciável. Ah! Esses heróis que todos somos e essa disposição de reverter os pecados em virtudes, longe, contudo, das práticas mais que necessárias. Ah! Quanto resta de caminhar até chegar...

Em VEJA da próxima semana: O último capítulo do governo Dilma

Às vésperas da decisão sobre o impeachment, aliados abandonam a presidente, ministros pedem demissão e Temer já fala como futuro ocupante do Palácio do Planalto. A presidente já não governa mais o Brasil
Dilma Rousseff: empenhada apenas em salvar o mandato, ela se transformou em figurante do próprio governo(Adriano Machado/Reuters)
Em 2014, Dilma Rousseff resistiu a uma ofensiva de dirigentes petistas e expoentes do PIB nacional para fazer de Lula o candidato do PT à Presidência da República. Reeleita, viu o PSDB recorrer à Justiça Eleitoral para lhe cassar o novo mandato. Desde o ano passado, seu adversário é outro, o poderoso PMDB, patrocinador e beneficiário direto do pedido de impeachment em tramitação. Até agora, a presidente sobreviveu à pressão dos três maiores partidos do país. Um feito considerável para uma neófita no universo dos profissionais da política, mas um desalento para a maioria dos brasileiros. Por um motivo simples. A presidente já não exerce a Presidência de fato. Mostra-se incapaz de restabelecer o diálogo com os setores produtivos e o Congresso e, assim, contribui para agravar a recessão econômica. Na prática, seu governo acabou, e os últimos sinais vitais se restringem a eventos com plateias cativas, a tentativas de obter apoio com a oferta de cargos a deputados e senadores e a batalhas na Justiça, com os pedidos de liminares de última hora no Supremo Tribunal Federal.
Os prazos e datas podem ser adiados, mas nada parece destinado a exorcizar o fantasma do impedimento de Dilma, cujos contornos estão cada vez mais delineados.
Fonte: VEJA, 20-04-2016

Conversa amigável com o leitor – por Pedro Esmeraldo

   P ermaneço unido no conjunto de ideias com o objetivo de possuir algo que me animasse. Certamente é provocado pelo equilíbrio de comportamento afetivo. Faz me seguir o caminho da concórdia e do movimento prudente com reunião, de propriedade e com a forma particular que procede por simples anseio, a fim de possuir o gozo dos meus direitos.
    Observa em me elevar com equilíbrio. Enfrento o desafio com o desejo de elevar o espirito que me faz permanecer taciturno e erradio.
    Um dia, ouvia de pessoas amigas, com palavras estimuladoras, pois me alertavam que eu andava muito pessimista e me deveria tomar cuidado, criando coragem de reagir aos estímulos. Deveria dialogar com pessoas animadoras com o desejo de enveredar o barco na direção das águas revoltas.
    Creio que uso constantemente às palavras relativas. Mostro que devo seguir o lado bom da consciência. Pretendo acompanhar as pessoas honestas e vibradoras, provocando gritos e palavras que satisfaçam a criar coragem ao povo político deste município.
    Noto que sou um pouco desgarrado das pessoas hostilizadoras ao desenvolvimento. Não suporto observar políticos tontos e insignificantes, já que entram na política somente para atrapalhar os bons anseios do contribuinte sofredor, como é o caso no município do Crato que veem para se locupletar.
    Não marcham em direção segura. Andam à toa, dizendo asnices, causando dissabores com gastanças aleatórias. 
    Por essa razão de ser, o Crato tem sofrido às agruras desses cidadãos que procuram enfileirar no caminho imerso, mergulhado na profundeza do acúmulo anormal da desigualdade social e da corrupção.
    No tempo da juventude ansiava entrar na carreira das letras. Mas nunca me desliguei daquilo que é, o tema da observação que o homem tem sempre aglutinado às suas ideias. Fui arredio. Não fazia convívio social. Uma coisa desejo lembrar, não mantinha conversação com as pessoas que viviam no convívio das letras, até quando, fazendo amizade com o professor Figueiredo Filho, ano de 1972 aconselhou-me a escrever crônicas para serem lidas na Rádio Educadora com o prezado amigo Vicelmo. Como sou inconsequente, só bastava ter qualquer raiva para abandonar a escrita, e muitas vezes, fiquei atônito, sem perceber que estava com a memória enegrecida e quando voltava, havia muita dificuldade em concatenar as ideias.
    Isto é o castigo de quem é inconsequente e raivoso. Hoje vivo tentando melhorar o meu procedimento intelectual.


(Crédito da foto: Dihelson Mendonça)

13 abril 2016

Ânsias de poder - Por: Emerson Monteiro

Quantos (tantos) alimentam a sede do poder entre os seres humanos, lúgubre vaidade que repercutirá ainda por longas datas, porquanto só poucos reconhecem as limitações pessoais, e querem dalgum modo transformar a sociedade sem nem haver transformado a si mesmo. Eis o desafio da política, espaço conquistado a duras penas desde que os primeiros habitantes do Chão descobriram a importância de viver em grupo. No entanto a evolução das civilizações apresenta a desníveis entre o desejo individual e os interesses das coletividades como um todo orgânico e necessário.

Houve um tempo, e outros haverá em que lideranças autênticas chegaram ao poder político e, tais mensageiros de verdades maiores, cumpriram fielmente seus misteres, causando bons frutos e a progresso no seio dos povos. Quase exceção à regra da mediocridade, contudo. A rotina oferece de comum meras pretensões de conquistas pessoais nos que se sucedem nos cargos públicos. Isso, porém, clama consciência das populações na escolha dos representantes.

Ainda que seja assim, de difícil solução a equação moral, ninguém que desista de achar os meios de solucioná-la e de dar plena continuidade aos grupamentos humanos durante quanto tiver de ser. Trabalho repetido e esperanças renovadas a cada pleito eleitoral, e nada de entregar a aventureiros e tiranos o fator principal das gerações. A coletividade dispõe, destarte, do compromisso urgente de revelar os reais ditames de governo e salvaguardar direitos conquistados vida afora.

Os governantes cumprem missão essencial aos povos e os legisladores precisam exercitar com coragem o primado das leis que ordenam aos cidadãos, conquanto pelo exemplo as virtudes bem produzirão a paz e a justiça de que tantos carecemos.

Votação do impeachment será do Sul para o Norte

Fonte: Folha de S.Paulo
 O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manifestou a aliados que, na votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, irá começar a chamada nominal pela região Sul, deixando os deputados do Nordeste e do Norte, teoricamente mais simpáticos a Dilma, para o final. O objetivo manifestado por ele a interlocutores é criar uma onda pró-impeachment durante a votação. Além disso, Cunha acertou com líderes dos partidos políticos que a votação começará às 14h deste domingo (17). A expectativa é a de que o resultado seja conhecido entre 21h e 22h.
Nesta segunda-feira (11), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin negou pedido do deputado Weverton Rocha (PDT-MA) para impedir a realização da votação no domingo. A chamada dos deputados não foi discutida na reunião que Cunha teve com os líderes partidários, na Câmara. Ela foi definida em almoço que ele fez com aliados em sua residência oficial. Adversário do Planalto, o peemedebista é um dos principais articuladores da destituição da petista.
Na reunião oficial com os líderes ficou definido o seguinte: a sessão de votação do parecer favorável ao impeachment começará às 8h55 desta sexta-feira (15), com 25 minutos de fala reservada à acusação –para os autores do pedido de impeachment– e 25 minutos à defesa –provavelmente o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Depois, falarão representantes dos 25 partidos políticos com representação na Casa –da bancada maior para a menor. Cada partido terá o tempo de 1 hora para dividir para até cinco deputados da legenda. Um partido não poderá ceder tempo para o outro. Não há hora para o término desses discursos, que podem invadir a madrugada.
No sábado (16) a sessão será retomada às 9h para a fala, por 3 minutos cada uma, de todos os deputados que se inscreverem até o dia anterior. Como na comissão especial, haverá duas listas de inscrição para falar: uma contra e uma a favor do impeachment, e a chamada será feita de ordem alternada (um deputado de cada). Também não há hora para o término desses discursos. No domingo (17) a votação começará às 14h. Haverá tempo para os líderes partidários orientarem suas bancadas, em período proporcional ao tamanho de suas bancadas.
Cunha diz publicamente que só na hora da votação anunciará o critério de chamada para que os deputados declarem o voto no microfone do plenário. Será reservado um tempo de 10 segundos para cada um declarar o voto (sim ao impeachment, não ou abstenção), o que dará margem para manifestações políticas. Cunha quer colocar também telões em frente ao Congresso, que abrigará protestos contra e a favor do impeachment.
Para que o Senado seja autorizado a abrir o processo de impeachment são necessários pelo menos 342 votos dos 513 deputados. Em 1992, durante o impeachment de Collor, a chamada dos deputados foi feita por ordem alfabética. O argumento à época era o de que se pretendia evitar direcionamento do resultado.
Após a reunião com Cunha, o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), elogiou o rito estabelecido. "Uma vez que começa a sessão, ela não vai mais parar. Foi assim no impeachment do ex-presidente Collor também."

Diocese de Crato: Repondo a verdade ao "Jornal do Cariri"


Diocese de Crato
Regional Nordeste 1 da CNBB
Assessoria Jurídica

Na tarde desta 3ª feira, 12 de abril de 2016, o advogado da Diocese de Crato, Dr. Hiarles Macêdo, interpôs no Fórum de Crato o Processo 48250-47.2016.8.06.0071 pedindo o direito de resposta ao “Jornal do Cariri”, diante da reportagem publicada com estardalhaço na edição deste dia no mencionado tabloide. Trata-se de mais uma matéria tendenciosa, sem nenhum interesse social, – requentando fatos já repudiados pela opinião pública do Cariri, além de tomar posição em favor da minoria que produziu os vídeos torpes e vergonhosos, lançados na Internet. Os advogados da Diocese do Crato Dr. Hiarles Macedo e Dr. Luã Alencar esclarecem que o Exmo. e Revmo. Senhor Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico foi – mais uma vez – vítima de difamações e injúrias assacadas contra ele por seus conhecidos inimigos gratuitos, desta vez no tabloide “Jornal do Cariri”.
A função da verdadeira imprensa não é acusar sem provas pessoas e instituições, o que lamentavelmente se tornou prática no “Jornal do Cariri”, nas suas edições semanais distribuídas gratuitamente à população.
Aliás, dessa vez o tabloide se superou, pois além de deturpar os fatos, ainda desafiou a vítima da sua calúnia, injúria e difamação – Dom Fernando Panico – a processar judicialmente aquele periódico. O “Jornal do Cariri”, não somente zomba da Justiça, age como se fosse imune ao Poder Judiciário.
Quanto ao título da matéria fazendo alusão a uma pseudo derrota de Dom Fernando Panico por conta de uma decisão do Juiz da 1ª Vara Criminal de Crato, os advogados da Diocese esclarecem que o repórter Madson Wagner foi infeliz na matéria publicada, pois deu uma conotação equivocada, já que os acusados da produção do vídeo não foram absolvidos, pelo contrário, o caso foi encaminhado para o Ministério Público a fim de ter prosseguimento no julgamento da Justiça.
Outro ponto que merece enfoque é que essa matéria do “Jornal do Cariri” é  semelhante ao julgamento ocorrido com o proprietário do tabloide “Gazeta de Notícias”, Sr. Luiz José dos Santos. Este, após longos e demorados trâmites processuais – quando também zombava da vítima pedindo que esta processasse aquele periódico – foi condenado, no mês de fevereiro de 2016, pela Justiça de Crato a pagar 02 (duas) indenizações por danos morais causados à pessoa, honra e reputação de Dom Fernando Panico. O Juiz ainda determinou que o tabloide concedesse igual destaque e espaço usados na divulgação das injúrias e calúnias publicadas contra o Bispo Diocesano de Crato para que Dom Fernando – no seu direito de resposta – faça a reposição da verdade dos fatos.
          Seria ingenuidade pensar que a campanha de mentiras, injúrias e difamações – urdidas contra Dom Fernando Panico para desmoralizá-lo como cidadão e autoridade religiosa tenha cessado. As associações desses indivíduos que promovem campanhas com o conluio midiático não dá trégua!
          Entretanto, Dom Fernando Panico, reconhecidamente uma pessoa de bem e muito estimado pela imensa maioria da população, prossegue – de forma pacífica e serena – confiante na decisão da Justiça de nosso País.

Crato, 12 de abril de 2016.
A Assessoria Jurídica da Diocese de Crato

"Impeachment" à vista: A moda pegou: Presidente do PP anuncia desembarque do governo e pede que membros entreguem cargos

Fonte: “O Estado de S. Paulo”, 13 de abril de 2016
Anúncio de Ciro Nogueira foi feito após bancada da Câmara fechar posição majoritária a favor do impeachment de Dilma; 31 deputados foram favoráveis e 13 contrários ao afastamento
BRASÍLIA - O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), anunciou na noite desta terça-feira, 12, o desembarque do partido do governo Dilma Rousseff. O dirigente disse que orientou os indicados pela legenda a entregar os cargos que possuem no governo.
Nogueira anunciou o desembarque logo após receber das mãos do líder do PP na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), o resultado da reunião da bancada da Casa realizada nesta tarde, na qual a maioria dos deputados decidiu fechar posição "majoritária" a favor do impeachment.
Presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI)
Dos 47 deputados do PP, 44 participaram da reunião da bancada. Desses, 31 votaram a favor do impeachment e 13 contra o impedimento de Dilma. Houve ainda dois deputados que se disseram indecisos. Os outros não compareceram ao encontro, entre eles, o ex-líder do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE).
Na prática, a decisão da bancada do PP na Câmara não significa um "fechamento de questão". O próprio presidente da legenda e Aguinaldo Ribeiro deixaram isso claro, ao esclarecerem que o partido não vai “perseguir ou penalizar” aqueles parlamentares que não seguirem a posição majoritária da bancada.
“Não me cabe outra alternativa a não ser acatar a decisão da bancada”, afirmou Ciro, dizendo que, até então, era contra o desembarque. Aliados dele, contudo, confirmaram que o dirigente estava ciente de todo o processo que culminou com a saída do PP da base aliada do governo Dilma.
Prova disso é que, antes mesmo de fazer o anúncio oficial, Nogueira já tinha orientado aos indicados do partido que entreguem suas cartas de renúncias dos cargos, principalmente o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e os diretores-geral do DNOCs e da Codevasf.
Ex-ministro das Cidades do governo Dilma, o líder do PP sinalizou que deverá mudar de posição e passará a votar a favor do impeachment no plenário. “Sou líder de uma bancada, tenho que acompanha”, afirmou. Ontem, Aguinaldo tinha votado contra o parecer pró-impeachment na comissão especial da Câmara.
Nessa segunda-feira, 11, contudo, o deputado Maurício Quintella (AL) deixou a liderança do PR para votar a favor do impeachment. Segundo o parlamentar, cerca de 25 dos 40 deputados da sigla devem acompanhá-lo. Já o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), votou a favor do parecer pró-impeachment na Comissão Especial.
             

12 abril 2016

Aventura cinematográfica - Por: Emerson Monteiro

Em 1976 vivia o auge de uma paixão pelo cinema. Cursava Comunicação na Federal da Bahia e ganhara de presente, de meu irmão Everardo, que morava em Recife, pequena câmera Super8 e exercitava forte o desejo de produzir filmes daquela bitola reduzida e cheia de possibilidades. Nisso, um amigo e colega do Banco, em Salvador, Boanerges Castro, trompetista da Banda do Companheiro Mágico, me convidara a produzir curta-metragem que registrasse a festa anual de sua devoção, São Gonçalo, no vilarejo de Canabrava, oeste baiano. E seguimos até Livramento de Nossa Senhora, na Chapada Diamantina, onde residiam seus pais. Ele, Isabelisa e eu.

Antes passáramos por Mar Grande, quando participamos do Primeiro Festival de Música da Ilha de Itaparica, naquela localidade. Dia seguinte logo cedo, pegamos a BR-101 e fomos a Vitória da Conquista, daí Brumado, subimos serra e pernoitamos em Livramento.

Mais um dia e nos dirigimos a Canabrava, em cima de um carro de boi, pois as estradas ainda nem circulavam de automóveis. Mais outro dia seguinte e começou a festa tradicional, razão da filmagem.

Lembro como sendo hoje aqueles momentos. Mais dois amigos de Boanerges, também músicos que com ele mantinham o pacto de sempre viram juntos e tocar na festa, acompanhavam  a procissão que circulavam pela pequena localidade, secundada de fiéis procedentes doutras partes do Brasil, filhos e amigos afeiçoados ao santo, algo de devoção e romaria das alegorias divinas de coisas sagradas, espirituais.

Emoção sem tamanho tomou conta de mim no decorrer do trabalho, acrescida pela beleza natural daquele lugar inesquecível, próximo à Serra da Mangabeira, de que avistávamos ao longe a silhueta emoldurando o brilho daquela espécie rara de santuário, igrejinha perdida nos rincões dos mistérios da beleza e do sonho.

Resultaram em poucos minutos de filme, o que viria a montar, antes de regressar ao Cariri, passados sete anos ausentes. Dele nem guardaria cópia. No entanto tenho comigo a certeza de que Boanerges a mantém com o mesmo carinho que nos motivara a experiência.

11 abril 2016

O exemplo de Jesus - Por: Emerson Monteiro

A forma ideal que o Poder Superior adotaria de ensinar à Humanidade o caminho da Salvação das velhas contradições e temporalidades deste mundo significa o momento da presença firme de Jesus junto aos povos, quando nasceu em Belém de Efrata, entre as tribos de Judá, descendente direto de Abraão.

Durante vida terrena de 33 anos, o Mestre Divino apresentou exemplo da mais pura vivência com a arte e a sabedoria da existência plena, desde o jeito de pelejar pela sobrevivência com dignidade, a conviver em harmonia e justiça com os irmãos, na face da Terra.

Enquanto ensinou às multidões, nos mares e campos da Palestina, demonstrou, através de lições, curas e prodígios, como solucionar os impasses e desafios da boa convivência, e orientou caminhos a seguir no sentido da evolução espiritual, única alternativa de chegar aos páramos celestiais, na Eternidade vindoura.

Dotado de bondade e perdão, testificou o amor verdadeiro, jamais fugindo às circunstâncias da realidade sob a força bruta de dominadores tiranos, os quais lhe perseguiram os passos, e rendeu-se ao sacrifício supremo na própria Crucificação.

Ainda durante a infância, ferindo os interesses dos impérios com sua presença, exercitara sempre a missão da renúncia aos valores imediatos em favor do crescimento interior rumo da transformação das vaidades no Reino da virtude que propagou.

Sob sua Luz, a história redimirá em Si em todos, esperança da glorificação definitiva das almas e conforto dos que alimentam desejos da Paz indo ao encontro supremo de Deus.

10 abril 2016

A responsabilidade das palavras - Por: Emerson Monteiro

Pois a elas caberá testemunhar os anseios das pessoas daqui desse chão. Trazer verdades bem mais linheiras do que todas as angústias. Penetrar as estâncias da essência do ser. Indicar os caminhos pelo o ar nos riscos de giz escritos nas ondas do mar. E nisso pisar de leve as plantinhas do mato nos traços das passadas incertas dos aventureiros ali perdidos, esquecidos. Oferecer respostas aos tribunais da Inquisição. Aumentar o desejo dos amantes. Refrear o instinto dos animais enfurecidos nas jaulas da matéria. Nutrir de esperanças vadios abandonados pelas ruas das cidades zoadentas. Suprir os mercantis de seus produtos industriais, ração das semanas sem fim. Conduzir as caravanas nesse deserto de amizades, ou não, que elas existem sim. Alimentar a vontade inesgotável do prazer naqueles vultos largados nas frias e insones madrugadas. Acalmar a saudade agressiva das horas que fogem pelos dedos sem deixar vestígio das pessoas tão amadas. Solfejar as melodias que dão conta dos momentos mais felizes e ligeiros das fitas de cinema e loterias ilusórias. Compensar assim emoções fortes dos romances esquecidos. Salvar os seres aflitos dos incêndios da paixão desenfreada. Caminhar junto dos solitários que esqueceram aonde seguiam no meio do rebanho e apenas olham vazios quais espécimes largados ao sabor do clarão nas alvoradas. Versos e reversos que tudo dizem na forma das palavras, raízes dos pensamentos, e entregam ao silêncio vigoroso o poder de renunciar aos transes lá do outro lado que espera de olhos bem abertos as multidões impacientes. Quão doce o verbo em forma de canção. Quanta possibilidade no rever dos instantes que se foram e voltam ao gosto dos melhores alimentos desta vida de palavras tantas. Nunca se está só quando elas chegam amáveis e sinceras, e envolvem os filhos diletos do perdão de novas oportunidades. Há intensa a responsabilidade nas palavras ditas ao fervor da devoção, porquanto todas as religiões são verdadeiras quando praticadas com amor.

09 abril 2016

Quando lá um dia de manhã - Por: Emerson Monteiro

... E a gente se toca da necessidade urgente de admitir a inevitabilidade naquilo que plantou, que voltara às nossas mesmas praias sombrias ou ensolaradas, e chega devagar ou rapidamente na vida por si só ainda plena das ocupações atuais, tendo por isso de encarar as velhas plantas do passado.

Forma definitiva de manter a ordem natural em tudo, as presenças aqui do lado, o canto dos pássaros ali de fora, as cores do céu aberto de um verão chuvoso, e, no entanto, admitir que patrocinou os tempos antigos de enganos ou flores belas de doces alimentos. Eis assim o que os orientais resolvem denominar carma, ou respostas da Lei do Retorno, da Causa e do Efeito. Porquanto em tudo há uma justa homenagem ao Pai da Criação, autor magistral de tudo quanto persiste/persistirá nas frações do tempo, inclusive ele o próprio Tempo.

Alguns indagam das paredes e das matas a razão principal disso existir de tal maneira, prudentes pesquisadores da ordem vigente. Mas é que existem normas independentes da vontade humana deslizando por baixo dos acontecimentos. Espinhos ou rosas dos momentos lá anteriores vêm à tona pelas asas da Justiça eterna, máquina perfeita de exatidão matemática. Forças plenipotenciárias cumprem seu papel de limpar as vidraças do depois na alma, que já não morrem mais.

Tangemos nossos atos quais velejadores em mar de ondas enormes, a receber de volta os ossos dos preceitos praticados, espelhos inevitáveis da correta correção, exercício de aprender a obedecer e galgar os páramos da Salvação para sempre.

As voltas que o mundo dá.... Monarquistas de São Paulo mandam celebrar missa para a Rainha dona Maria I nos 200 anos de sua morte

Por Emílio Sant’Anna – "Folha de S.Paulo", 09-04-2016
Segundo o príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança: "Não se encontra um brasileiro que diga, de boca cheia, que a República deu certo. Quando as pessoas veem o fracasso de um regime, se lembram de um anterior que deu certo. E quando o Brasil deu certo, realmente, foi durante o Império", diz. "Não é uma volta atrás, é a retomada de um caminho abandonado.. "Ao contrário do que uma certa historiografia malévola diz, Dona Maria I foi uma grande rainha, que restaurou Portugal. Ninguém que preza sua mãe ou avó faz chacota com sua saúde mental."
Às 10h desta sexta (8),enquanto a missa começava, São Paulo tinha 122 km de lentidão, índice acima da média para aquela hora da manhã. Dia de céu aberto e sol forte, os termômetros marcavam 28°C. Reflexo do noticiário político, a bolsa operava em alta e o dólar, em queda. Nada disso, porém, ou quase nada, se fazia sentir na igreja Nossa Senhora do Brasil. Ali, no Jardim Europa, bairro nobre da zona oeste, pouco mais de cem pessoas se reuniam para lembrar os 200 anos da morte de d. Maria 1ª (1734-1816), "a Piedosa", em Portugal, ou, menos elogioso, "a Louca", como ficou conhecida e entrou para a história do Brasil.
Ao lado da bandeira imperial, em frente ao altar, quatro fuzileiros navais velavam a representação do caixão de "Sua Majestade Fidelíssima", a "rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves". No mezanino, uma orquestra executava a "Missa de Réquiem em Ré Menor", composta por Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). Solenes véus pretos cobriam as cabeças de senhoras postadas nos genuflexórios, acompanhadas de homens de ternos escuros e broches da monarquia nas lapelas. Na primeira fileira da igreja, dom Bertrand de Orleans e Bragança, 75, segundo na linha de sucessão ao trono, rezava com um terço nas mãos.
Assim como a hierarquia monárquica, a ocupação dos assentos também parecia seguir uma ordem: cronológica. Fora os dois príncipes ao ao lado de d. Bertrand, d. Gabriel e d. Rafael, na frente se postavam os mais velhos. No fundo da igreja, no entanto, jovens monarquistas acompanhavam a cerimônia. Por vezes, com o celular na mão. Além de homenagem, a missa –em latim, com o padre de costas para a igreja– é parte da revisão da imagem de d. Maria. Em setembro, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo promove um seminário sobre a rainha.
"Ao contrário do que uma certa historiografia malévola diz, ela foi uma grande rainha, que restaurou Portugal", diz d. Bertrand. "Ninguém que preza sua mãe ou avó faz chacota com sua saúde mental." As preocupações do príncipe, porém, vão além do passado. Ele esteve em manifestação na avenida Paulista pelo impeachment da presidente Dilma e afirma que a monarquia ainda é uma saída. "Não se encontra um brasileiro que diga, de boca cheia, que a República deu certo. Quando as pessoas veem o fracasso de um regime, se lembram de um anterior que deu certo. E quando o Brasil deu certo, realmente, foi durante o Império", diz. "Não é uma volta atrás, é a retomada de um caminho abandonado."

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